Thursday, July 06, 2006
O que devemos fazer ... ou o papel daquilo que chamamos de intelectual
Para nós o papel do intelectual não deve ser de ter o papel de ser a consciência de todos, do universal.O intelectual deve ter uma nova ligação teórico-prática , deixando o universal e focando em zonas mais precisas para assim ter uma consciência mais concreta e imediata das lutas encontranto assim problemas que são mais específicos de cada ambiente e não universais, sem no entanto esses problemas não serem , travestidos de uma outra forma adversários do proletariado.
Só assim será possível reatar laços outrora separados, ou seja produzir ligações transversais de saber para saber, de um ponto de politização para outro.Para nós só assim enxergaremos a crise da universalidade não como uma fragilização da força mas , como multiplicação e reforço de seus efeitos de poder quando analizamos o conjunto multiformes de intelectuais.
Vendo a pós-modernidade perecbemos que foi na Biologia e na Física que esse intelectual específico foi gerado , no caso primeiro com os pós-darwinianos e no caso segundo com os físicos relativistas notadamente Oppenheimer.Esse processo deu-se quando estruturas tecno-científicas extendeu-se na economia e na estratégia, mudando o paradigma do prestígio que antes condicionava a genialidade do intelectual ao seu grito mesmo que imortal a sua capacidade como escrito mais sim agora como cientista absoluto capaz de contra ou nas malhas do Estado, deter poderes que podem favorecer ou ceifar a vida.
A importância do intelectual específico tende a crescer ou mesmo ser reavaliada pois, suas decisões tem uma importância política cada vez mais importante,sendo perigoso portanto qualificar suas decisões olhando somente pela visão especialista-tecnicista,que não tem uma ligação vizível com as massas.
A especificação do intelectual é tripla pois, depende de sua posição de classe, a sua condição de vida e de trabalho, ligada a sua condições de vida e de trabalho, ligadas a sua condição de intelectual e por fim da especificação da política de verdade nas sociedades contemporâneas, sendo aqui verdade entendida como o conjunto das regras em que distingui-se o verdadeiro do falso atribuindo-se ao primeiro efeitos específicos de poder.
É preciso frizar que não trata-se de um mero combate em favor da verdade entretanto é um combate em torno do estatuto da veradde e do papel econômico-político que ela desempenha ou seja os problemas políticos dos intelectuais deve ser entendido em termos da verdade/poder , colocando de novo na cena a discussão entre a profissionalização do intelectual, a divisao entre trabalho manual e intelectual.
Portanto fica claro que agora o problema político fundamental do intelectual não é mais mudar a consciência das pessoas porém , sim mudar o regime político, econômico, institucional de produção da verdade, ou seja desvincular o poder da verdade das formas de hegemonia existentes na sociedade
Post by: Zero1
Só assim será possível reatar laços outrora separados, ou seja produzir ligações transversais de saber para saber, de um ponto de politização para outro.Para nós só assim enxergaremos a crise da universalidade não como uma fragilização da força mas , como multiplicação e reforço de seus efeitos de poder quando analizamos o conjunto multiformes de intelectuais.
Vendo a pós-modernidade perecbemos que foi na Biologia e na Física que esse intelectual específico foi gerado , no caso primeiro com os pós-darwinianos e no caso segundo com os físicos relativistas notadamente Oppenheimer.Esse processo deu-se quando estruturas tecno-científicas extendeu-se na economia e na estratégia, mudando o paradigma do prestígio que antes condicionava a genialidade do intelectual ao seu grito mesmo que imortal a sua capacidade como escrito mais sim agora como cientista absoluto capaz de contra ou nas malhas do Estado, deter poderes que podem favorecer ou ceifar a vida.
A importância do intelectual específico tende a crescer ou mesmo ser reavaliada pois, suas decisões tem uma importância política cada vez mais importante,sendo perigoso portanto qualificar suas decisões olhando somente pela visão especialista-tecnicista,que não tem uma ligação vizível com as massas.
A especificação do intelectual é tripla pois, depende de sua posição de classe, a sua condição de vida e de trabalho, ligada a sua condições de vida e de trabalho, ligadas a sua condição de intelectual e por fim da especificação da política de verdade nas sociedades contemporâneas, sendo aqui verdade entendida como o conjunto das regras em que distingui-se o verdadeiro do falso atribuindo-se ao primeiro efeitos específicos de poder.
É preciso frizar que não trata-se de um mero combate em favor da verdade entretanto é um combate em torno do estatuto da veradde e do papel econômico-político que ela desempenha ou seja os problemas políticos dos intelectuais deve ser entendido em termos da verdade/poder , colocando de novo na cena a discussão entre a profissionalização do intelectual, a divisao entre trabalho manual e intelectual.
Portanto fica claro que agora o problema político fundamental do intelectual não é mais mudar a consciência das pessoas porém , sim mudar o regime político, econômico, institucional de produção da verdade, ou seja desvincular o poder da verdade das formas de hegemonia existentes na sociedade
Post by: Zero1
Só a descontinuidade salva -- Nosso segundo princípio
Adotamos a teoria da descontinuidade, por que vemos que em certas ordens do saber bem como em certos momentos ocorrem modificações nas regras de formação de enunciados que são aceitos como verdades cientificas, ou seja como e por que em certos momentos o regime interior de poder na ciência se modifica de forma global.Isso é o conceito de descontinuidade de Foucault, esse é o segundo principio do M.A.T.E
Para Foucault deve-se distinguir o acontecimento , diferenciando-o de como estam ligados e como fazem para se interelacionar, tambem é importante observar que as relações que dominam o homem não é as relações de sentido e sim as relações de poder , por isso observa-se que a historicidade que nos domina não se referencia na linguística tampouco nos signos porém na guerra e na batalha.Por isso Foucault renega a dialética(como lógica da contradição) , pois a entende como uma maneira de evitar como a realidade se comporta , de maneira aleatória e aberta bem como a semiótica(estrutura da comunicação) que sempre tenta reduzir a realidade como algo apaziguado bem ao gosto platônico sa linguagem e do diálogo.
O estalo de Foucault é retirar a questão do poder da subordinação da instância da esfera econômica e realmente analizar as reais engrenagem, a mecânica do poder , por isso a ênfase por exemplo em questões da psiquiatria.
Aprofudando ainda , analisando o poder sob a luz da repressão, a idéia dele é desmitificar que sempre o poder é algo repressor pois caso fosse sempre assim ele não se manteria com o tempo, portanto ele se mantém não somente por isso mais também por produzir coisas , induzir ao prazer, produzir discurso.
post by : Carla Perez
Para Foucault deve-se distinguir o acontecimento , diferenciando-o de como estam ligados e como fazem para se interelacionar, tambem é importante observar que as relações que dominam o homem não é as relações de sentido e sim as relações de poder , por isso observa-se que a historicidade que nos domina não se referencia na linguística tampouco nos signos porém na guerra e na batalha.Por isso Foucault renega a dialética(como lógica da contradição) , pois a entende como uma maneira de evitar como a realidade se comporta , de maneira aleatória e aberta bem como a semiótica(estrutura da comunicação) que sempre tenta reduzir a realidade como algo apaziguado bem ao gosto platônico sa linguagem e do diálogo.
O estalo de Foucault é retirar a questão do poder da subordinação da instância da esfera econômica e realmente analizar as reais engrenagem, a mecânica do poder , por isso a ênfase por exemplo em questões da psiquiatria.
Aprofudando ainda , analisando o poder sob a luz da repressão, a idéia dele é desmitificar que sempre o poder é algo repressor pois caso fosse sempre assim ele não se manteria com o tempo, portanto ele se mantém não somente por isso mais também por produzir coisas , induzir ao prazer, produzir discurso.
post by : Carla Perez
A alienação Popular e o Contratualismo Rosseauniano
É difícil entender o que leva um povo a alienar a sua liberdade de participar ativamente das decisões, virando praticamente um vassálo dos governantes que ele mesmo escolhe atraves da democracia representativa.
Alguns dirão que essa opção dar-se em troca da tranquilidade civil, entretanto esse argumento e rapidamente refutado já que ao olharmos ao nosso redor vemos que a ambição desses homens escolhido por nos continuam a nos levar para guerras imperialistas,e a pseudo tranquilidade civil acaba por ser conseguida porém levando todo um povo a miséria.
Vemos também que renunciar a própia liberdade é sem dúvida renunciar a qualidade máxima dos homens, portanto é contraditório as características da espécie humana reconhecer uma autoridade absoluta, obedecer sem limites aos designos míticos do parlamento.
Fica claro aqui que essa relação lembra muito a relação senhor escravo, pois fica evidente que muitos estão subjulgados a poucos, na verdade não passa de um interesse particular, no caso de um grupo político que esteja na situação de controle do poder estatal,sobrepujando suas idéias sobre o coletivo, não tendo isso nenhum bem público.
Neste ponto entramos num dilema que temos que enfrentar : Como conciliar uma forma associativa em que ela ao mesmo tempo defenda a força individual de cada associado e , que devido a união de todos ninguém obedecesse senão a sí mesmo e, sobretudo mantenha a sua liberdade, sua autonomia?
Rosseau defendia uma espécie de contrato, o Contrato Social que nada mais é do que a alienação de todos os homens,em favor do coletivo, pois ele entendia que se todos ao pactuarem socialmente estariam afirmando que eram iguais, logo deveriam entregar-se por completo despindo-se,de todas as suas exigências até aquele presente momento,portanto não restaria impedimento a uma união perfeita.A concepção da constituição de um corpo moral e coletivo em que cada um colocaria sua pessoa sob o supremo comando da vontade geral aonde cada membro seria parte indivisível do todo.
Porém é importante frisar que Rosseau deixa bem claro que a liberdade que ele prega é a liberdade civil ou seja , ele tem a intenção de garantir a propiedade privada que cada contrante tinha antes de assinar o contrato social
Alguns dirão que essa opção dar-se em troca da tranquilidade civil, entretanto esse argumento e rapidamente refutado já que ao olharmos ao nosso redor vemos que a ambição desses homens escolhido por nos continuam a nos levar para guerras imperialistas,e a pseudo tranquilidade civil acaba por ser conseguida porém levando todo um povo a miséria.
Vemos também que renunciar a própia liberdade é sem dúvida renunciar a qualidade máxima dos homens, portanto é contraditório as características da espécie humana reconhecer uma autoridade absoluta, obedecer sem limites aos designos míticos do parlamento.
Fica claro aqui que essa relação lembra muito a relação senhor escravo, pois fica evidente que muitos estão subjulgados a poucos, na verdade não passa de um interesse particular, no caso de um grupo político que esteja na situação de controle do poder estatal,sobrepujando suas idéias sobre o coletivo, não tendo isso nenhum bem público.
Neste ponto entramos num dilema que temos que enfrentar : Como conciliar uma forma associativa em que ela ao mesmo tempo defenda a força individual de cada associado e , que devido a união de todos ninguém obedecesse senão a sí mesmo e, sobretudo mantenha a sua liberdade, sua autonomia?
Rosseau defendia uma espécie de contrato, o Contrato Social que nada mais é do que a alienação de todos os homens,em favor do coletivo, pois ele entendia que se todos ao pactuarem socialmente estariam afirmando que eram iguais, logo deveriam entregar-se por completo despindo-se,de todas as suas exigências até aquele presente momento,portanto não restaria impedimento a uma união perfeita.A concepção da constituição de um corpo moral e coletivo em que cada um colocaria sua pessoa sob o supremo comando da vontade geral aonde cada membro seria parte indivisível do todo.
Porém é importante frisar que Rosseau deixa bem claro que a liberdade que ele prega é a liberdade civil ou seja , ele tem a intenção de garantir a propiedade privada que cada contrante tinha antes de assinar o contrato social
Arrotando nosso tutor ou Ao mestre Rosseau com carinho
A primeira lei do homem consiste em proteger a sua própia conservação.
O primeiro modelo de sociedade política é a família portanto , percebe-se que que por exemplo o filho aliena sua liberdade em troca da sua conservação , pois quando , consegue isso por conta de seu própio esforço dissolve-se os laços naturais com, cada um reentrando em sua individualidade.
Percebe-se assim que a diferença entre o Estado e a família é a seguinte : Na família o amor dos pais para com seus filhos compensa o trabalho que terá para com estes no decorrer da sua criação enquanto que no caso do Estado , o torpe prazer de comandar faz com que os governantes substituam a falta de amor que existe dele para com seus governados.No cerne dessa questão fica bem evidente o caráter mítico do pastor e seu rebanho, do povo e rei ,dos deuses e animais, ou seja a idéia de que os pastores de homens(os governantes) são de natureza superior 'a do povo que este representa.
A idéia aristotélica de que devido aos homens não serem naturalmentes iguais uns, nasceriam para serem escravos enqunto outros para dominar.
Na verdade se analisarmos mais profundamente no cerne da questão está a ideia do direito do mais forte, ou melhor na força transformando em direito e na obediência a essa força transformando-se em dever apesar de sabermos que naturalmente nenhum homem possui autoridade sobre seu semelhante, vemos que ceder a força constitui-se num ato de necessidade e jamais de vontade, sendo asim nunca consistirá dever, pois sempre existirá , analisando friamente a força como uma potência física, existirá sempre uma força maior que a original que portanto sucederá assim o direito original, logo percebe-se que a desobediE^ncia a um poder estabelecido deve ser entendido como algo natural e legítimo.
Portanto obedecer aos poderosos é na verdade ceder a uma força que momentaneamente maior que a sua , porém nada nem ninguém pode afirmar que essa situação jamais será violada.
O primeiro modelo de sociedade política é a família portanto , percebe-se que que por exemplo o filho aliena sua liberdade em troca da sua conservação , pois quando , consegue isso por conta de seu própio esforço dissolve-se os laços naturais com, cada um reentrando em sua individualidade.
Percebe-se assim que a diferença entre o Estado e a família é a seguinte : Na família o amor dos pais para com seus filhos compensa o trabalho que terá para com estes no decorrer da sua criação enquanto que no caso do Estado , o torpe prazer de comandar faz com que os governantes substituam a falta de amor que existe dele para com seus governados.No cerne dessa questão fica bem evidente o caráter mítico do pastor e seu rebanho, do povo e rei ,dos deuses e animais, ou seja a idéia de que os pastores de homens(os governantes) são de natureza superior 'a do povo que este representa.
A idéia aristotélica de que devido aos homens não serem naturalmentes iguais uns, nasceriam para serem escravos enqunto outros para dominar.
Na verdade se analisarmos mais profundamente no cerne da questão está a ideia do direito do mais forte, ou melhor na força transformando em direito e na obediência a essa força transformando-se em dever apesar de sabermos que naturalmente nenhum homem possui autoridade sobre seu semelhante, vemos que ceder a força constitui-se num ato de necessidade e jamais de vontade, sendo asim nunca consistirá dever, pois sempre existirá , analisando friamente a força como uma potência física, existirá sempre uma força maior que a original que portanto sucederá assim o direito original, logo percebe-se que a desobediE^ncia a um poder estabelecido deve ser entendido como algo natural e legítimo.
Portanto obedecer aos poderosos é na verdade ceder a uma força que momentaneamente maior que a sua , porém nada nem ninguém pode afirmar que essa situação jamais será violada.
Quando levantamos a bandeira branca ...
Quando levantamos a bandeira branca ...
Vivemos numa sociedade extremamente patética,tão patética que é muito mais fácil capitularmos perante alguma compensação fajuta/vulgar no amorenar do sol, do que converter o imaginário em real a longo prazo.
A coisa é tão estúpida que cada dia vc ver alguém conhecid@ ceder, e cede por não enxergar que o mundo é formado por milhões de imbecis.Imbecis condicionados a viver no reinado do tempo.Reinado esse em que o alcançe estético é medido pela beleza plástica que se quer eternizar a qualquer custo.
A capitulação acontece por que não visualizamos que a nossa realidade deve ser entendida como formada apenas por momentos efêmeros, porém intensos.É entender a construção da mesma pelo experimentalismo da vida cotidiana.
Entretanto isso só pode ser plenamente alcançado,através da extensão do ócio,e pelo fim do tratamento do homem como uma mercadoria,bem como as suas inter-relações(ser X ser) ser construída como uma coisa,ou seja Macacos que podem ter seu tempo comprado.
Vislumbra-se neste ponto a extrema necessidade da destruição da divisão do trabalho,atrelada à prática de produzirmos para nós mesmos de algo que venha a garantir a nossa liberdade e não coisas que nos oprima.
Só assim poderemos ter uma mais-valia que não pode ser mensurada através do salário.Caso contrário caímos na armadilha moral primordial que é a indulgência... em todas as suas formas.
Como,na condição de explorado,encontramos-nos afastados do controle efetivo de todo poder material agregado ao longo do tempo,logo se a superação da ordem estabelecida é sua meta,a situação imposta para não caírmos ao longo do caminho, é não ligar-se a ordem presente,e indo além,é a criação da desordem não criando vínculos,principalmente os sentimentais,por sinal os mais belos bem como os mais mesquinhos,a ela
É promover a decomposição ideológica, mediante construções coletivas mais elevadas, sem empregá-las caso contrários estamos aderindo a imagem do revolucionário romântico.Fazendo isso estamos apenas criando formas mais avançadas de alienação e opressão,crindo lementos mais perverso da velha divisão do trabalho imposto e do mofado ócio passivo.
Nete momento é que baixamos as nossas bandeiras, as nossa utopias e levantamos a imunda bandeira branca.
Post by: Pacífico Licutan
Vivemos numa sociedade extremamente patética,tão patética que é muito mais fácil capitularmos perante alguma compensação fajuta/vulgar no amorenar do sol, do que converter o imaginário em real a longo prazo.
A coisa é tão estúpida que cada dia vc ver alguém conhecid@ ceder, e cede por não enxergar que o mundo é formado por milhões de imbecis.Imbecis condicionados a viver no reinado do tempo.Reinado esse em que o alcançe estético é medido pela beleza plástica que se quer eternizar a qualquer custo.
A capitulação acontece por que não visualizamos que a nossa realidade deve ser entendida como formada apenas por momentos efêmeros, porém intensos.É entender a construção da mesma pelo experimentalismo da vida cotidiana.
Entretanto isso só pode ser plenamente alcançado,através da extensão do ócio,e pelo fim do tratamento do homem como uma mercadoria,bem como as suas inter-relações(ser X ser) ser construída como uma coisa,ou seja Macacos que podem ter seu tempo comprado.
Vislumbra-se neste ponto a extrema necessidade da destruição da divisão do trabalho,atrelada à prática de produzirmos para nós mesmos de algo que venha a garantir a nossa liberdade e não coisas que nos oprima.
Só assim poderemos ter uma mais-valia que não pode ser mensurada através do salário.Caso contrário caímos na armadilha moral primordial que é a indulgência... em todas as suas formas.
Como,na condição de explorado,encontramos-nos afastados do controle efetivo de todo poder material agregado ao longo do tempo,logo se a superação da ordem estabelecida é sua meta,a situação imposta para não caírmos ao longo do caminho, é não ligar-se a ordem presente,e indo além,é a criação da desordem não criando vínculos,principalmente os sentimentais,por sinal os mais belos bem como os mais mesquinhos,a ela
É promover a decomposição ideológica, mediante construções coletivas mais elevadas, sem empregá-las caso contrários estamos aderindo a imagem do revolucionário romântico.Fazendo isso estamos apenas criando formas mais avançadas de alienação e opressão,crindo lementos mais perverso da velha divisão do trabalho imposto e do mofado ócio passivo.
Nete momento é que baixamos as nossas bandeiras, as nossa utopias e levantamos a imunda bandeira branca.
Post by: Pacífico Licutan
Psicogeografia -- Nosso primeiro princípio
Imagine quem está por trás disso tudo , ele o insano, o nosso mestre dos sortilégios Guy Debord ... apesar do suicídio ele continua aqui nesse blog maldito infernizando a sua vidinha de merda.Enfim ....
Esse tema trata de algo que eu já tinha percebido , porém não sabia que existia um nome para aquela sensação.Vamos ao exemplo que a coisa fica melhor.
Já contei aqui que adoro andar pelo becos e vielas dessa minha querida província que muitos aqui atrevem-se a chama-lá de cidade, cidade de Salvador.Percebo que cada lugar acaba por passar-me alguma coisa,algum efeito sobre o meu sentido,que me faz ficar satisfeito em estar alí ou não.
Com o tempo percebí que tanto eu como meus outros amig@s piratas acabamos por criar uma espécie de mapa emocional da cidade e, de certa maneira passávamos pelos mesmos lugares, ambientes, que a priori,eram desconexos.Uma espécie de emaranhado difuso,simultaneamente bucólico e ácido com lembranças e significados únicos.
Ambientes que passam uma experiência impessoal e intransferível para cada um de nós.
Era como se percebéssemos além do concreto e da argamassa, e num caminho de mão dupla aquela construção,aquele simple muro cheirando a urina,o asfalto molhado e o tapete criado pela trilha dos carros,o prédio que faz uma boa sombra,uma ladeira imponente, enfim tudo isso de alguma forma e cada qual a seu modo, imprimia algo sobre nós.
Pois, minh@ cara se vc já sentiu isso , o nome disso é psicogeografia.
Estudando um pouco essa teoria, começamos a nós apeferçoarmos, e perecbemos que de alguma forma o ser civilizado tinha impregnado no ambiente uma série de pequenos feudos dentro da cidade ,separando-a,sectarizando-a em bairros,regiões,ruas,becos,vielas,centro,periferia tendo por intuito fundamental, atender a hedionda especulação imobiliária,mesmo que para tal tivesse que atomizar a fronteirização maquiavélica do ambiente urbano.
A saída para essa situação é simplesmente quebrarmos o código de espaço urbano criado pelo poder público,criando uma cartografia apartir de nossos sentimentos e não tendo como norte a posição referêncial.Imagine o quanto será rico esse mapa emocional. Agora olhe como fica interessante se vc cruza as informações do seu mapa com a de outras pessoas, teremos algo muito maior que simples linhas cartográficas.
No início a coisa era muito bizarra, eram um emarranhados de linhas , beirando o caos, entretanto fomos vendo que aqueles atratores tinham que ter aquela forma especial mesmo ,afinal sentimentos é sem dúvido algo que foge do rigor linear da precisão do ponto , da reta , da curva perfeita.No final parece muito um desenho de criança de 3 anos de idade, e para nós a perfeição está nisso, a beleza da situação provoca.
Vemos assim que o falseamento estético é derrotado nas mínimas coisa ... só quem vive com o terceiro olho fechado,escuridão essa ,causada pela morbidez da industria cultural, é que não consegue sentir a falta de prazer que esta falsa beleza, meramente plástica , ocasiona nas nossas vidas.
Caminhando mais fundo posso dizer, que, o espaço urbano em que vive a sociedade pós-moderna,acaba por refletir uma organização social baseada sobre a miséria,sendo a maior miséria de todas aquilo que acostumamos a chamar de produto/mercadoria geralmente justificado pela prerogativa da funcionalidade ao maior número de pessoas,mesmo que nunca nós pergutemos como aquilo que outrora era natureza, transformou-se em mercadoria ... esse é sem dúvida o maior roubo da História Humana, e nem falamos do fetiche da mesma, como o são por exemplo a repugnante compra 'a crédito, ou a nefasta droga ocidental do valor educativo das coisas ...
De uma forma ou de outra a idéia básica da nossa ação era acabar com a dicotomia que as pessoas tendem a colocar: Ruas de bairros nobres causam satisfação enquanto ruas de bairros populares são asquerosas,deprimentes.Vímos na prática que a coisa vai muito além disso, é muito mais complexa do que a simples maneira maniqueísta de enxegar a situação, já que sentimentos são extremamente diferenciados seja pelo viés qualitativo ou o quantitativo.
Indo mais fundo nesta questão,analisando meu mundo,digo que ,Salvador por não possuir um único estilo de arquitetura, existir aqui por exemplo partes da cidade em que épocas são mais claras, mais evidentes do que outros períodos históricos e trazendo a condiçao de vida de quem avalia a situação da influência dos inúmeros cenários da cidade, vemos que essa influência não pode ser determinada por fatores importantes como esses.
Objetiva-se então que a verificação lógica das afirmações posta sobre a psicogeografia só efetuará-se através da prática , da experiência de situações que venham a contrapor explicitamente ou intrisecamente a forma organizacional dos elementos do meio urbano, que vai muito além da forma espacial com estam dispostos.O caminho então é completado quando é feito a crítica e autocrítica sobre essas experiências.
Somente dessa forma as massa poderam tomar consciência das condições de vida ocasionadas pela imposição de projetos socios-politicos-econômicos inrracionais em diversos domínios, e agir por meios práticos para combatê-los.
Esse tema trata de algo que eu já tinha percebido , porém não sabia que existia um nome para aquela sensação.Vamos ao exemplo que a coisa fica melhor.
Já contei aqui que adoro andar pelo becos e vielas dessa minha querida província que muitos aqui atrevem-se a chama-lá de cidade, cidade de Salvador.Percebo que cada lugar acaba por passar-me alguma coisa,algum efeito sobre o meu sentido,que me faz ficar satisfeito em estar alí ou não.
Com o tempo percebí que tanto eu como meus outros amig@s piratas acabamos por criar uma espécie de mapa emocional da cidade e, de certa maneira passávamos pelos mesmos lugares, ambientes, que a priori,eram desconexos.Uma espécie de emaranhado difuso,simultaneamente bucólico e ácido com lembranças e significados únicos.
Ambientes que passam uma experiência impessoal e intransferível para cada um de nós.
Era como se percebéssemos além do concreto e da argamassa, e num caminho de mão dupla aquela construção,aquele simple muro cheirando a urina,o asfalto molhado e o tapete criado pela trilha dos carros,o prédio que faz uma boa sombra,uma ladeira imponente, enfim tudo isso de alguma forma e cada qual a seu modo, imprimia algo sobre nós.
Pois, minh@ cara se vc já sentiu isso , o nome disso é psicogeografia.
Estudando um pouco essa teoria, começamos a nós apeferçoarmos, e perecbemos que de alguma forma o ser civilizado tinha impregnado no ambiente uma série de pequenos feudos dentro da cidade ,separando-a,sectarizando-a em bairros,regiões,ruas,becos,vielas,centro,periferia tendo por intuito fundamental, atender a hedionda especulação imobiliária,mesmo que para tal tivesse que atomizar a fronteirização maquiavélica do ambiente urbano.
A saída para essa situação é simplesmente quebrarmos o código de espaço urbano criado pelo poder público,criando uma cartografia apartir de nossos sentimentos e não tendo como norte a posição referêncial.Imagine o quanto será rico esse mapa emocional. Agora olhe como fica interessante se vc cruza as informações do seu mapa com a de outras pessoas, teremos algo muito maior que simples linhas cartográficas.
No início a coisa era muito bizarra, eram um emarranhados de linhas , beirando o caos, entretanto fomos vendo que aqueles atratores tinham que ter aquela forma especial mesmo ,afinal sentimentos é sem dúvido algo que foge do rigor linear da precisão do ponto , da reta , da curva perfeita.No final parece muito um desenho de criança de 3 anos de idade, e para nós a perfeição está nisso, a beleza da situação provoca.
Vemos assim que o falseamento estético é derrotado nas mínimas coisa ... só quem vive com o terceiro olho fechado,escuridão essa ,causada pela morbidez da industria cultural, é que não consegue sentir a falta de prazer que esta falsa beleza, meramente plástica , ocasiona nas nossas vidas.
Caminhando mais fundo posso dizer, que, o espaço urbano em que vive a sociedade pós-moderna,acaba por refletir uma organização social baseada sobre a miséria,sendo a maior miséria de todas aquilo que acostumamos a chamar de produto/mercadoria geralmente justificado pela prerogativa da funcionalidade ao maior número de pessoas,mesmo que nunca nós pergutemos como aquilo que outrora era natureza, transformou-se em mercadoria ... esse é sem dúvida o maior roubo da História Humana, e nem falamos do fetiche da mesma, como o são por exemplo a repugnante compra 'a crédito, ou a nefasta droga ocidental do valor educativo das coisas ...
De uma forma ou de outra a idéia básica da nossa ação era acabar com a dicotomia que as pessoas tendem a colocar: Ruas de bairros nobres causam satisfação enquanto ruas de bairros populares são asquerosas,deprimentes.Vímos na prática que a coisa vai muito além disso, é muito mais complexa do que a simples maneira maniqueísta de enxegar a situação, já que sentimentos são extremamente diferenciados seja pelo viés qualitativo ou o quantitativo.
Indo mais fundo nesta questão,analisando meu mundo,digo que ,Salvador por não possuir um único estilo de arquitetura, existir aqui por exemplo partes da cidade em que épocas são mais claras, mais evidentes do que outros períodos históricos e trazendo a condiçao de vida de quem avalia a situação da influência dos inúmeros cenários da cidade, vemos que essa influência não pode ser determinada por fatores importantes como esses.
Objetiva-se então que a verificação lógica das afirmações posta sobre a psicogeografia só efetuará-se através da prática , da experiência de situações que venham a contrapor explicitamente ou intrisecamente a forma organizacional dos elementos do meio urbano, que vai muito além da forma espacial com estam dispostos.O caminho então é completado quando é feito a crítica e autocrítica sobre essas experiências.
Somente dessa forma as massa poderam tomar consciência das condições de vida ocasionadas pela imposição de projetos socios-politicos-econômicos inrracionais em diversos domínios, e agir por meios práticos para combatê-los.
Olah
Olah .... a primeira vez é sempre uma merda. Nunca se esqueça disso!!!